quinta-feira, 23 de dezembro de 2010


Natal é tempo de construir amizades,
de fortalecer as antigas.
É tempo de visitar os parentes,
dar um abraço mais apertado nos pais,
tempo de rir com sobrinhos,
gargalhar com um cunhado,
beijar sogra na testa,
chamar o sogro de pai.
É tempo de relembrar,
é tempo de esquecer,
de dizer “sim” a algumas coisas
e a outras “nunca mais”.
É tempo de se apaixonar,
planejar coisas loucas,
repetir o que já houve de bom,
imaginar como seria se tudo fosse diferente.
Natal é tempo de perdoar,
de pedir perdão,
de descruzar os braços,
de escancarar os dentes,
de abrir o coração
e fechar os olhos
pra deixar cair
uma lágrima de alegria.

Tempo de cantar músicas que ninguém suporta
mas que são lindas nessa época.
Natal é tempo de dizer “Eu te amo”
pra quem se ama,
e pra quem não se ama
é tempo de aprender a se amar.
Natal é pra abraçar todo mundo,
e sentir o calor de cada pessoa.
De reencontrar,
de deixar os olhos molharem
os rostos de quem há tempos a gente não via.
É querer estar perto de quem está distante,
de ligar pra alguém que mudou o número do telefone.
Natal é quando as diferenças se tornam tão iguais
que a gente acredita que tudo mudou.
É respirar a filosofia
de uma vida melhor
pra mim e pra você.
É perceber a importância de cada um
que entrou em nossas vidas,
de entender as lições q todos nos ensinam
sejam elas felizes ou tristes.
Natal é tempo de contar histórias,
ouvir as dos outros
e fazer parte das próximas
que um dia serão contadas

pelos que virão depois de nós.

Natal é saber escutar conselhos,
mesmo que a gente não os siga,
e ficar feliz por saber que alguém
se preocupa conosco.
Natal é tempo de lembrar dos que partiram,
de sentir o coração apertar de saudade,
mas também de agradecer
pela companhia de quem nos rodeia.
Natal é tempo de estar ao lado de um grande amor,
sentir sinceridade no seu beijo,
ver a alegria em seu olhar,
de não soltar sua mão,
de dançar bem abraçado,
mesmo sem compasso ou ritmo,
e independente de haver música.
Natal é tempo de fazer um brinde a todos
ou de abrir uma garrafa de vinho a dois.
Tempo de rir de tudo,
inclusive de nós mesmos
De olhar pra todos os lados
e pensar: Que bom estar aqui.


Enquanto escrevia, ouvia uma música em minha mente,
quando parei pra lhe dar atenção percebi que era essa:



(This never happened before - Paul McCartney)

[That's not the way it's supposed to be...]

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A última viagem


Era noite, não havia luz tampouco esperança. Na cabeça um monte de coisas e na boca o gosto horrível de tudo o que eu não falei. Andava sozinho mas havia pessoas ao meu redor, flashes de luzes e memórias, rostos e vozes familiares e outras nem tanto. Havia uma ponte que não me levava a lugar nenhum, havia vozes que não me diziam nada, havia olhares que fulminavam mas nenhum que enxergasse. As paredes tinham ouvidos mas meu grito ficou mudo. Havia perguntas, nenhuma resposta. Havia emoções mas não existia razão pra nada. Havia flores nos espinhos mas quem se arriscaria a colhê-las?
Um sino tocava ao longe mas o lugar não tinha igrejas, não existia crenças e as pessoas eram sem fé. Os carros passavam, faróis iluminavam, as placas indicavam estradas perdidas, ruas sem saída, caminhos sem destinos. As pessoas sem rostos viviam pelo simples fato de existir e o preço para isso nem todas podiam pagar. Era a lei do cão num mundo de caos. A bebida não embriagava, o peso nos ombros surtia mais efeito.

Uma grande e arrogante senhora vestida de arrependimento apontava seus dedos sujos de lágrimas, era chamada de Consciência. A moeda corrente era lembranças e o troco se dava em medo, todos guardados num cofre cheio de orgulho.

Eu estava armado mas o alvo era sempre eu mesmo. Olhava pro espelho que refletia tudo o que eu odiava, as coisas que eu não era. Como viver na ilusão?

Tirava facas das minhas costas de aço nobre, cabo entalhado e o meu sobrenome gravado nas lâminas. Atravessavam meu peito e destruíam castelos onde a vida poderia ter sido diferente.

Queria correr mas tinha mãos me prendendo, havia covardia e responsabilidade empilhadas nas prateleiras onde estavam as cordas e a escada. Não gostava de nada que via e pronto para a queda livre perguntei ao carrasco que me acenava num gesto de olá: “Onde estou, como faço pra sair?”

Com voz de desprezo e um pouco de ironia ele respondeu: “Não se pode sair. Bem vindo a si mesmo.”

[...pra quem não sabe dizer adeus às coisas que nem possui]

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um vazio em meio a tudo


Meu dia começou cedo.
Faz tempo mas ainda não aprendi, tvz nunca consiga. A verdade é q eu sinto a sua falta.
Você se foi e nem perguntou se eu tava pronto. Logo eu, que sempre achei que podia tudo, que era de ferro. Logo eu, que não sabia do que era capaz, não havia descoberto ainda um motivo pelo qual se valesse a pena viver, ou morrer...
Você partiu e tudo se tornou vazio. Onde deveria haver luz agora há um buraco imenso. Na sala, no quarto, no coração...
Queria tanto a sua mão. Pra me segurar porque eu estou caindo. Pra me guiar porque eu não enxergo mais nada direito. Queria te ouvir dizendo que ainda há um sentido pra tudo isso e que depois da tempestade vem a bonança. Queria o seu toque pra que eu não enlouquecesse, não pensasse tanta coisa que eu nem quero pensar mas que toma minha mente o dia inteiro.
Dizem que homem não chora e é aí que eu vejo que o que você deixou pra trás foi um menino, uma criança que jamais vai superar sua perda. Tão infantil que às vezes pensa em te ligar pra pedir conselhos, conselhos iguais aos que eu nunca pedi por achar que "cuidava de mim mesmo".
O tempo passa e a saudade se torna mais forte me deixando mais fraco. Às vezes não sei como agir, como reagir ou como pensar. Não sei como vai ser daqui pra frente, você não me deixou um manual de como as coisas deveriam ser quando você não estivesse por perto. Ando tentando seguir um padrão em minha vida improvisada, não tenho passos pra acompanhar então vou engatinhando sem direção pra um destino que não sei como construir.
Hoje a lágrima ainda cai e cairá por muito tempo. Seu silêncio ainda fala muita coisa mas continua me deixando sem respostas.
Hoje o dia será longo e a noite me trará o que sempre traz: uma imagem sua quando eu encostar a cabeça no travesseiro.


[...pra quem acha que é de ferro...]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Duas palavras e tudo ficaria certo...


O tempo passou e levou embora o que havia de concreto. Umas roupas foram devolvidas, cartas foram rasgadas e fotos, bem, fotos ja não existiam mais. Ele não queria nada por perto que fizesse lembrar algo que havia partido, tentava, sempre que podia, rodear-se de coisas e pessoas que pudessem transmitir uma idéia de eternidade. Já havia participado de despedidas o suficiente pra saber o gosto que tinha o adeus a sair pela boca.
Os braços estavam cruzados mas o coração estava aberto, a boca tentava não falar mas aquilo lhe consumia o pensamento e a resposta daquela dúvida a cada dia que passava ficava mais longe e a cada noite que caía ele percebia que precisava mais de uma solução.
Gostava de agir e portanto se sentia incomodado com a falta de qualquer reação que o tirasse do ponto onde estava, a estaca zero. Detestava o fato de ver uma pessoa envelhecer da mesma forma como nasceu, como se nada tivesse aprendido. Costumava ensinar alguns exemplos, não que fossem os certos a serem seguidos, mas sempre acreditava, do seu modo estranho, estar fazendo o bem mesmo que a um prazo inalcançável.
Havia tomado a decisão certa e a essa altura ele já nem se importava tanto com as consequências, se concentrava em virar uma página ruim de um livro bom, aguardava por qualquer manifestação positiva ou negativa, só não conseguiria conviver com um vazio a mais. No estado em que se encontrava já não ligava se as palavras iriam viver após chegarem aos seus ouvidos só não queria mais uma frase morta nos lábios. Às vezes pensava que, em seu caso, se ouvisse quaisquer duas palavras bastariam.
Eu voltei. Já era. É tarde? É tarde. Pra sempre. Nunca mais. Você aceita? Não dá. Eu errei. Foi injusto. Me perdoe. Me perdeu. Vamos recomeçar? Agora acabou. Fica comigo. Vá embora. Até logo. Que pena. Vem cá. Não tente. Me liga. Adeus, amor. Te amo. Me esqueça. Pode acreditar. Eu mudei.

Já sabia qual dessas frases queria ouvir. Na verdade apenas uma o faria acreditar em um recomeço. Lutava pra não acreditar que poderia viver sem amor pois, sendo assim, perceberia que já estava morto.



[pra quem espera que duas palavras mude um destino...]

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Esperar a vida inteira por apenas 2 palavras...

Sinal de alerta

Não pretendia usar aqui palavras de outras pessoas mas segue abaixo o que mais tenho ouvido nos útlimos dias:

Sinal De Alerta
Warning Sign - Coldplay


Um sinal de alerta
Eu perdi a parte boa e então me dei conta
Que comecei a observar e a bolha estourou
Eu comecei a procurar por desculpas.

Entre
Tenho que te contar em que estado estou
Tenho que te contar em meus tons mais altos
Que eu comecei a procurar por um sinal de alerta.

Quando a verdade é: eu sinto sua falta
Sim, a verdade é, que sinto muito sua falta.

Um sinal de alerta
Você voltou para me assombrar e eu me dei conta
De que você era uma ilha e eu passei por você
E você era uma ilha a ser descoberta

Entre
Tenho que te contar em que estado estou
Tenho que te contar em meus tons mais altos
Que comecei a procurar por um sinal de alerta

Quando a verdade é: eu sinto sua falta
Sim, a verdade é, que sinto muito sua falta
E estou cansado e não deveria ter deixado você ir.

Então eu rastejo de volta para teus braços abertos
Sim eu rastejo de volta para teus braços abertos
E eu rastejo de volta para teus braços abertos
Sim eu rastejo de volta para teus braços abertos


domingo, 25 de julho de 2010

Imperfeições voluntárias


Me dói ter que dizer mas você nunca vai entender isso.
Nunca vai entender pois eu falo sobre amor.
Nunca vai entender pois eu falo a verdade.
Nunca vai entender quando eu falar sobre saudade.
Nunca vai entender se eu falar de sentimentos.
Você nunca entenderia os meus sonhos, como poderia fazer parte deles?
Você não viveria a vida que projetei para nós dois pela ânsia de querer mais, pela constante falta de algo que você sente sem nem mesmo saber o que é.
Você nunca vai perceber o quanto eu estou cheio de você ser tão vazia, o quanto eu lutaria por você se você não brincasse tanto.
Você não seria capaz de enxergar o quanto a vida poderia ser perfeita se você abrisse mão de suas imperfeições voluntárias. Não conseguiria ser feliz comigo se você procura a felicidade nos momentos que estaria sem mim.
Você não se contentaria com meu muito se pra você ele é muito pouco.
Agora vá. Corra pra outro lado e diga a quem lhe encontrar o mesmo que disse a mim: Que não consegue amar outra pessoa. Divida com outros o que jurou que só sentia por mim. Diga que foi você quem não me quis e por isso está de volta e contente-se com a vida que escolheu de se rodear por pessoas que te tornam mais vazias do que realmente é.
E é isso que eu nunca vou entender, como estragar algo que é impossível de se estragar? Por que viver nos mesmos erros se é mais fácil manter os acertos que conseguimos?
Pra que insistir em dar as mesmas respostas se a vida mudou todas as perguntas?

Balde gelado


A garrafa já passava da metade e a música não o relaxava como de costume. Mais um gole e nenhuma palavra havia saído de sua boca durante todo o dia.
Esse era mais um daqueles dias onde as coisas não precisavam de razão pra acontecer. Estava em seu quarto e nada lhe atraía do lado de fora, na verdade a expressão correta seria “nada lhe fazia falta” e aquele ambiente no momento parecia enorme.
O dia estava ensolarado do lado de fora, não que valesse a pena olhar mas a luz do sol teimava em entrar apesar do esforço para evitá-la, era o que lhe informava que a noite ainda não havia caído.
O gelo derretido do balde molhava a garrafa e pingava em seu lençol a cada gole que tomava do vinho suave. Um cão quebrava o silêncio ao latir na casa vizinha e isso lhe cortava o sossego. Não estava em paz mas tentava como ninguém.


Fugia das coisas que temia: um telefonema inesperado, uma visita indesejada, um coração partido, um pedido de perdão, um olhar indiferente, o frio a lhe tocar a pele, uma mensagem com agressões, a falta de energia, a queda do orgulho, mais um momento de dor, perder o pouco que tem, mais uma vez iludir alguém, precisar mentir, acreditar que as pessoas mudam, assumir que um dia errou, perceber que lhe falta algo, entender que precisa de alguém, que esse alguém está fora do quarto, descobrir que está só.
Tanta coisa a ser dita quando a escolha foi calar. Tanto tempo calado quando a vontade era gritar. Tanto tempo procurando o que sabia onde encontrar. Tanta vontade de estar perto quando o que precisava era se afastar. Tanto adeus quando o que deveria ser dito era te amo.



[homenagem a quem consegue conviver com os próprios erros...]

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Chuva, asfalto e respostas sem perguntas


A chuva continuava caindo fazendo subir o cheiro de asfalto novo.
Era verão mas aquela noite faria tremer o queixo de qualquer um por mais agasalhado que estivesse.
A água que caía refletia no farol do carro e dava um tom meio dramático-psicodélico ao ambiente sombrio de uma antiga parada de caminhões num posto fiscal abandonado.
Eu estava em pé a alguns metros do carro sofrendo os ataques dos pingos gelados que pareciam atravessar meu “casaco de patrão” como chamavam. Apesar de bastante bem-vinda naquela noite escura, eu estava de costas para a luz do carro, como se um pouco de escuridão pudesse me esconder de mim mesmo por instantes.
Ela apareceu e não sei por que sua presença me lembrou os sonhos que esmaguei, as loucuras que disse e cada segundo que permaneci calado, sem que abrisse a boca entendi que veio pra dar adeus, uma forma estranha de se despedir, mas como estranhar algo se nada em nós dois foi normal?
A abracei forte e o frio daquela noite já não importava mais, não era nada comparado com o problema de imaginar como seria minha vida dali pra frente. Minha cabeça fervia com tudo que queria dizer, mas sei que o que quer que eu falasse seria em vão e, apesar de ser contra minha vontade, achei que deixá-la partir seria a melhor coisa para nós dois. Passei anos procurando inutilmente uma forma de tirá-la da minha vida, até que resolvi esperar que ela me esquecesse pois não sabia se seria forte o suficiente pra deixá-la pra trás. Todos nós fugimos de certas perguntas que não sabemos como responder, ou pelo menos gostaríamos de não saber, são frases cheias de “porquês” e “e se...?” no meu caso eu sempre soube que na maioria das vezes eu responderia seu nome e por saber as respostas sempre corri dessas perguntas como o diabo corre da cruz, mas agora estavam todas na minha mente, organizadas pela ordem que preencheria os espaços das minhas dúvidas.
Já havia um tempão que estávamos lá em pé, parados, abraçados, na verdade o mundo parou um momento para que pudéssemos fazer alguma coisa da forma correta em oposição a todos os tempos de guerra que travamos. A chuva não deu trégua e era o único som que ouvíamos além das batidas do coração, além disso, os pingos misturaram-se com as lágrimas que eu enxugava com os dedos cheios de anéis e caiam batizando o asfalto recém-colocado e demarcando aquele pedaço de chão como nosso lugar de despedida.
E assim foi, sem beijos, sem palavras, com apenas um aceno de cabeça a vi seguir na BR e desaparecer na escuridão daquela estrada noturna, a chuva limparia seu rastro para não me deixar chances de segui-la. Olhei em volta, não havia ninguém talvez por quilômetros, ninguém seria testemunha da minha covardia, ninguém para me apontar o pecado que cometi comigo mesmo, ninguém me julgaria por ser louco o suficiente pra tirar de mim a chance de uma vida feliz. O pior ladrão é aquele que rouba de si mesmo e essa é uma idéia com a qual eu tenho que aprender a conviver.


Entrei no carro ciente de que minha felicidade seria como um refém abandonado no cativeiro quando ninguém mais tem forças para procurá-lo, e ao olhar pro painel percebi um bilhete que ela havia deixado:


“ O problema de querer está no medo de perder...”


Era apenas um pedaço de papel que a água da chuva se encarregou de destruir, porém são palavras com as quais eu jamais conseguirei conviver e estão presente em tudo que eu faço.


[deixado pra aqueles que são escravos do próprio destino que construíram...]

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vamos começar colocando um ponto final...


Chega. Eu hoje desisto.
Perdi as forças de tentar te trazer pra mim.
Cansei de esperar por quem não vai chegar e só faz encher um coração de vazio.
Hoje a lágrima não cai, os olhos já não te esperam em minha frente, vou treinar meus ouvidos para não desejarem ouvir a porta abrir.
Fiz de tudo o que pude pra te convencer, cruzei a linha entre o que vale e o que não vale a pena e terminei me perdendo em algum lugar dessa terra de ninguém que se chama sonhos. Quis tanto ter você que acabei nem me questionando: Será que ela me quer?
Eu sofro do mal dos que vivem pela emoção. Só agi pela razão em minha vida quando te afastei de mim, mas quanto vale a vida longe de quem nos faz viver? A troco de que precisamos de mais tempo se nossos pensamentos e palavras não durarão pra sempre?
Errei várias vezes e você não soube entender que, na tentativa de acertar, a coisa mais fácil que podemos deixar acontecer são os erros, mas quem conseguiria não trocar os pés pelas mãos no desespero de ser feliz?
Lembrar de você será sempre lembrar de um tempo em que esqueci de mim mesmo, quando o meu tudo deu em nada, quando dei amor a quem só queria distração, lembrar que dediquei pensamentos, palavras e ações pra construir uma ilusão. Misturei verdades e mentiras querendo ser eu mesmo para alguém que eu nunca soube exatamente quem era.
Eu lutei, apanhei; corri, me cansei; sonhei e agora acordei.
Hoje eu vou juntar numa caixa vazia tudo que havia guardado e, de olhos bem abertos, vou jogar ao mar e assistir as ondas brincarem com o que havia restado desse amor maluco e então serei só eu, e assim será por muito tempo.
Nem saudade nem remorso o sentimento que fica é pena. Pena de desperdiçar o muito que mal se tinha. Por me perder tantas vezes tentando te encontrar. Pena de saber que nenhum nascer do sol será igual ao que já vivemos mas a partir de hj serão todos iguais a esse que agora se põe. E foi assim que o dia hoje começou, com um ponto final iniciando meus pensamentos.


Adeus.


[...homenagem a quem cansou de pedir socorro...]