
O tempo passou e levou embora o que havia de concreto. Umas roupas foram devolvidas, cartas foram rasgadas e fotos, bem, fotos ja não existiam mais. Ele não queria nada por perto que fizesse lembrar algo que havia partido, tentava, sempre que podia, rodear-se de coisas e pessoas que pudessem transmitir uma idéia de eternidade. Já havia participado de despedidas o suficiente pra saber o gosto que tinha o adeus a sair pela boca.
Os braços estavam cruzados mas o coração estava aberto, a boca tentava não falar mas aquilo lhe consumia o pensamento e a resposta daquela dúvida a cada dia que passava ficava mais longe e a cada noite que caía ele percebia que precisava mais de uma solução.
Gostava de agir e portanto se sentia incomodado com a falta de qualquer reação que o tirasse do ponto onde estava, a estaca zero. Detestava o fato de ver uma pessoa envelhecer da mesma forma como nasceu, como se nada tivesse aprendido. Costumava ensinar alguns exemplos, não que fossem os certos a serem seguidos, mas sempre acreditava, do seu modo estranho, estar fazendo o bem mesmo que a um prazo inalcançável.
Havia tomado a decisão certa e a essa altura ele já nem se importava tanto com as consequências, se concentrava em virar uma página ruim de um livro bom, aguardava por qualquer manifestação positiva ou negativa, só não conseguiria conviver com um vazio a mais. No estado em que se encontrava já não ligava se as palavras iriam viver após chegarem aos seus ouvidos só não queria mais uma frase morta nos lábios. Às vezes pensava que, em seu caso, se ouvisse quaisquer duas palavras bastariam.
Eu voltei. Já era. É tarde? É tarde. Pra sempre. Nunca mais. Você aceita? Não dá. Eu errei. Foi injusto. Me perdoe. Me perdeu. Vamos recomeçar? Agora acabou. Fica comigo. Vá embora. Até logo. Que pena. Vem cá. Não tente. Me liga. Adeus, amor. Te amo. Me esqueça. Pode acreditar. Eu mudei.
Já sabia qual dessas frases queria ouvir. Na verdade apenas uma o faria acreditar em um recomeço. Lutava pra não acreditar que poderia viver sem amor pois, sendo assim, perceberia que já estava morto.
Os braços estavam cruzados mas o coração estava aberto, a boca tentava não falar mas aquilo lhe consumia o pensamento e a resposta daquela dúvida a cada dia que passava ficava mais longe e a cada noite que caía ele percebia que precisava mais de uma solução.
Gostava de agir e portanto se sentia incomodado com a falta de qualquer reação que o tirasse do ponto onde estava, a estaca zero. Detestava o fato de ver uma pessoa envelhecer da mesma forma como nasceu, como se nada tivesse aprendido. Costumava ensinar alguns exemplos, não que fossem os certos a serem seguidos, mas sempre acreditava, do seu modo estranho, estar fazendo o bem mesmo que a um prazo inalcançável.
Havia tomado a decisão certa e a essa altura ele já nem se importava tanto com as consequências, se concentrava em virar uma página ruim de um livro bom, aguardava por qualquer manifestação positiva ou negativa, só não conseguiria conviver com um vazio a mais. No estado em que se encontrava já não ligava se as palavras iriam viver após chegarem aos seus ouvidos só não queria mais uma frase morta nos lábios. Às vezes pensava que, em seu caso, se ouvisse quaisquer duas palavras bastariam.
Eu voltei. Já era. É tarde? É tarde. Pra sempre. Nunca mais. Você aceita? Não dá. Eu errei. Foi injusto. Me perdoe. Me perdeu. Vamos recomeçar? Agora acabou. Fica comigo. Vá embora. Até logo. Que pena. Vem cá. Não tente. Me liga. Adeus, amor. Te amo. Me esqueça. Pode acreditar. Eu mudei.
Já sabia qual dessas frases queria ouvir. Na verdade apenas uma o faria acreditar em um recomeço. Lutava pra não acreditar que poderia viver sem amor pois, sendo assim, perceberia que já estava morto.
[pra quem espera que duas palavras mude um destino...]
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