domingo, 25 de julho de 2010

Imperfeições voluntárias


Me dói ter que dizer mas você nunca vai entender isso.
Nunca vai entender pois eu falo sobre amor.
Nunca vai entender pois eu falo a verdade.
Nunca vai entender quando eu falar sobre saudade.
Nunca vai entender se eu falar de sentimentos.
Você nunca entenderia os meus sonhos, como poderia fazer parte deles?
Você não viveria a vida que projetei para nós dois pela ânsia de querer mais, pela constante falta de algo que você sente sem nem mesmo saber o que é.
Você nunca vai perceber o quanto eu estou cheio de você ser tão vazia, o quanto eu lutaria por você se você não brincasse tanto.
Você não seria capaz de enxergar o quanto a vida poderia ser perfeita se você abrisse mão de suas imperfeições voluntárias. Não conseguiria ser feliz comigo se você procura a felicidade nos momentos que estaria sem mim.
Você não se contentaria com meu muito se pra você ele é muito pouco.
Agora vá. Corra pra outro lado e diga a quem lhe encontrar o mesmo que disse a mim: Que não consegue amar outra pessoa. Divida com outros o que jurou que só sentia por mim. Diga que foi você quem não me quis e por isso está de volta e contente-se com a vida que escolheu de se rodear por pessoas que te tornam mais vazias do que realmente é.
E é isso que eu nunca vou entender, como estragar algo que é impossível de se estragar? Por que viver nos mesmos erros se é mais fácil manter os acertos que conseguimos?
Pra que insistir em dar as mesmas respostas se a vida mudou todas as perguntas?

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