sexta-feira, 18 de maio de 2012

Se a vida não for boa como se espera...

Se o tempo for de dor, eu serei o sorriso que você guarda sem nem saber que ele existe.
Se a vida for confusa, eu serei a mão firme, a certeza no peito guiando pra um caminho bom.
Se o mundo for silêncio eu serei o grito de alegria que sai da sua boca pra expulsar a tristeza.
Se seu peito estiver vazio, eu vou ocupar cada espaço. Vou fazer minha morada, vou armar a minha rede e então pisarei em um chão que chamarei de lar.
Se o olhar estiver sem rumo, eu serei o horizonte sempre mostrando que se pode chegar mais longe.
Se as palavras te faltarem, eu serei o toque dos lábios que se encontram para achar um sentido no que você pensa.
Se a multidão te deixar sem ar, eu vou ser pra sempre o vento soprando pra emaranhar teu cabelo e te fazer respirar novos ares.
Se as pessoas tirarem teu chão, eu vou estar te carregando nos braços e te levando pra o céu, longe de tudo que te faz mal.
Se o escuro te incomoda, eu vou ser um farol iluminando tua rota, no vai e vem constante, mostrando a direção e te orientando em meio às tempestades.
Se tudo ao redor parecer estranho, eu vou ser tua casa, pequena e aconchegante. Vou ser a sala confortável ou o terraço acolhedor.
Se a noite for de frio, eu serei a lenha queimando na lareira pra aquecer teu corpo todo, se a tardinha for de calor, eu serei o vento frio que entra pela janela pra tocar tua pele, e se você for ansiedade, eu me faço chover para que meus pingos sejam música ao tocar no teu telhado para te embalar num sono bom e te fazer sonhar comigo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

As principais coisas da vida não têm preço, têm valor. Não têm marcas, possui nomes. Não se compram, se conquistam. Não se perdem, se completam. Algumas não se toca, se sente, se exala, se respira, outras não se enxerga, se olha, se aprecia, se adora. As mais importantes não se exibe, se guarda na mente, no peito. Não se gasta, escapole entre os sorrisos. Não se conta, se diz baixo no ouvido. Não estão no banco, em cofres ou adegas, estão no quarto, na cama no coração, na vontade de ter ou ter de volta, no pensamento quando se acorda e quando se deita, no momento que se fecha os olhos ou apaga a luz, na hora em que o relógio pergunta: "Tic?" e o silêncio responde: "Tac"...