Toda vez que eu vou, um pedaço de mim fica. Fica nas camas que deitei, nas ruas que percorri. Nas esquinas que eu dobrei, nos horizontes que avistei. Nos abraços que recebi, nos sorrisos que eu sorri.
Toda vez que eu parto, uma metade de mim se parte. Toda vez que eu vou embora, os olhos dão adeus, mas o peito diz olá, a garganta dá um nó, as unhas vão pro espaço e a tristeza senta na poltrona ao lado. Toda vez que eu me despeço, sinto falta de mim mesmo, das palavras que eu não disse, dos amores que amei, da porta aberta de casa, dos amigos que deixei, das noites de frio e até do calor do dia. Dá saudade dos conselhos de família, dos ouvidos que me ouvem, dos lugares que estive e do chão que já foi meu.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Eu errei, você errou.
Nós corremos de um lado pro outro porque o mundo dá voltas e, nessas voltas, a gente sempre volta à estaca zero.
Nas voltas que o mundo dá, a gente cambaleia, cai com tudo, quebra a cara, perde o chão, perde o rumo, sai tonto e, como sempre, não entende nada, apenas aprende, pra aqueles que sabem aprender.
Uma hora estamos bem, na outra, fingimos estar, e assim passam os dias que se arrastam numa eternidade e nós, como de costume, continuamos a nos acostumar com o que a vida nos traz, uma hora sobrando, outra hora, faltando. O quê? nós nunca sabemos... pelo simples fato de não corrermos atrás das coisas certas.
Eu errei, você errou... e hoje somos apenas isto, dois estranhos conhecidos tentando aprender algo sensato nesses dias malucos, tentando dar algum passo pois cansamos da estaca zero, dois tontos que de tanto ter o mundo virado de ponta à cabeça, colocamos os pés pelas mãos por nunca saber que queríamos.
Quem não erra?...
Nós corremos de um lado pro outro porque o mundo dá voltas e, nessas voltas, a gente sempre volta à estaca zero.
Nas voltas que o mundo dá, a gente cambaleia, cai com tudo, quebra a cara, perde o chão, perde o rumo, sai tonto e, como sempre, não entende nada, apenas aprende, pra aqueles que sabem aprender.
Uma hora estamos bem, na outra, fingimos estar, e assim passam os dias que se arrastam numa eternidade e nós, como de costume, continuamos a nos acostumar com o que a vida nos traz, uma hora sobrando, outra hora, faltando. O quê? nós nunca sabemos... pelo simples fato de não corrermos atrás das coisas certas.
Eu errei, você errou... e hoje somos apenas isto, dois estranhos conhecidos tentando aprender algo sensato nesses dias malucos, tentando dar algum passo pois cansamos da estaca zero, dois tontos que de tanto ter o mundo virado de ponta à cabeça, colocamos os pés pelas mãos por nunca saber que queríamos.
Quem não erra?...
Já fugi de tudo. Já corri atrás. Já achei que era cedo demais, já cheguei tarde ao ponto de não conseguir mais consertar.
Já dei amor a quem só queria distração e já fui um passatempo para alguém que eu queria ter pra mim.
Já ri, já fiz rir assim como já chorei e fui motivo de lágrimas.
Já contei mentiras jurando por todos os santos, já acreditei nas que me contaram e, pior ainda, acreditei nas que eu mesmo inventava.
Já agi errado e já procurei errar e agora eu sei a diferença entre uma coisa e outra.
Já fui dor, já fui amor. Já disse Olá, já disse adeus.
Já sai da vida de mta gente, já esperei por pessoas que nunca voltaram. Já cortei minhas esperanças, já mantive a porta aberta quando nem eu mesmo sabia se iria retornar.
já fui desilusão e ja fui espera quando apenas eu alimentava o sentimento de saudade...
Hoje, continuo o mesmo de sempre. Às vezes caindo, às vezes tentando me levantar, porém de olhos abertos pra não seguir os mesmos passos tortos e tendo a consciência de que o tempo que passou enquanto eu aprendia não volta e que as oportunidades que eu deixei pra trás não surgirão duas vezes.
Já dei amor a quem só queria distração e já fui um passatempo para alguém que eu queria ter pra mim.
Já ri, já fiz rir assim como já chorei e fui motivo de lágrimas.
Já contei mentiras jurando por todos os santos, já acreditei nas que me contaram e, pior ainda, acreditei nas que eu mesmo inventava.
Já agi errado e já procurei errar e agora eu sei a diferença entre uma coisa e outra.
Já fui dor, já fui amor. Já disse Olá, já disse adeus.
Já sai da vida de mta gente, já esperei por pessoas que nunca voltaram. Já cortei minhas esperanças, já mantive a porta aberta quando nem eu mesmo sabia se iria retornar.
já fui desilusão e ja fui espera quando apenas eu alimentava o sentimento de saudade...
Hoje, continuo o mesmo de sempre. Às vezes caindo, às vezes tentando me levantar, porém de olhos abertos pra não seguir os mesmos passos tortos e tendo a consciência de que o tempo que passou enquanto eu aprendia não volta e que as oportunidades que eu deixei pra trás não surgirão duas vezes.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Desculpa falar assim mas é que eu to de partida.
Só por hoje me ignore e eu vou simplesmente juntar algumas coisas e sair. Quero levar somente o que vou precisar, tvz um violão, o resto dos meus cigarros e o que sobrou de um coração partido.
Quero apenas passar no corredor, cabeça baixa pra não chamar atenção, entrar no quarto, lavar os olhos com algumas lágrimas e nunca mais voltar aqui.
Pra onde vou eu não sei mas meu trem tá me esperando e onde quer que ele me leve vai haver sempre alguém pra me abraçar.
Já sei onde começa essa estrada e agora quero ver até onde ela chega. Quero tomar impulso onde acaba o infinito, fechar os olhos e correr, embora sem pressa, mas com vontade de chegar.
Desculpa se eu não voltar, mas depois que eu aprender a conviver com a alegria e a tristeza, onde eu colocar meus pés chamarei de lar.
Só por hoje me ignore e eu vou simplesmente juntar algumas coisas e sair. Quero levar somente o que vou precisar, tvz um violão, o resto dos meus cigarros e o que sobrou de um coração partido.
Quero apenas passar no corredor, cabeça baixa pra não chamar atenção, entrar no quarto, lavar os olhos com algumas lágrimas e nunca mais voltar aqui.
Pra onde vou eu não sei mas meu trem tá me esperando e onde quer que ele me leve vai haver sempre alguém pra me abraçar.
Já sei onde começa essa estrada e agora quero ver até onde ela chega. Quero tomar impulso onde acaba o infinito, fechar os olhos e correr, embora sem pressa, mas com vontade de chegar.
Desculpa se eu não voltar, mas depois que eu aprender a conviver com a alegria e a tristeza, onde eu colocar meus pés chamarei de lar.
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