
...e mais um adeus ele viu ser dito.
A solidez dessa palavra sempre o fez tentar tornar a despedida eterna, embora à contragosto às vezes.
Ele era, por assim dizer, como aqueles vilões dos velhos tempos: Tinha honra e seguia à risca a filosofia de "prego batido, assunto encerrado".
A porta de saída batendo era uma cena cada vez mais frequente em sua vida. Pessoas surgiam, faziam parte de momentos inesquecíveis, encenavam histórias maravilhosas até que, sem que menos se esperasse, a via de sentido único passava a ser mão dupla e qualquer um, inclusive ele mesmo, terminava dirijindo-se para outro lado e a distância se encarregava de apagar do alcance da vista alguém com quem até pouco tempo dividia, na simplicidade dos seus atos, a felicidade.
As pessoas comentavam, criticavam, faziam piadas, mas ninguém jamais soube o motivo de tantos corações partidos. Ele gostava de colecionar coisas que, na maioria das vezes, nem sabia que tinha e todo mundo dizia que amor era uma delas. Mas como seria capaz de guardar externamente um sentimento que já não possuía nem dentro de si mesmo? Recebia flores mas não conseguia entregá-las pois havia dado todas as sementes e terra fértil para alguém que colecionava jardins, todo amor que tinha estava deixado como vinho preso dentro de uma garrafa numa adega.
Durante toda a sua vida havia se perdido várias vezes. No caminho da escola, se perdeu ao falar demais, ao ficar calado, se perdeu no tempo e no espaço quando menos podia errar, mas o pior de tudo: havia se perdido de si mesmo. Quando criança aprendeu com sua mãe que a coisa mais sábia a fazer quando se está perdido é ficar parado em um lugar só até ser encontrado. Hoje ele continua no exato ponto em que sua vida parou quando teve que dizer adeus apesar de querer ficar mas sabe que qualquer pessoa vai se perder de tanto procurá-lo, embora nem saiba ao certo até que ponto vale à pena encontrar alguém que se distanciou de si mesmo.
A solidez dessa palavra sempre o fez tentar tornar a despedida eterna, embora à contragosto às vezes.
Ele era, por assim dizer, como aqueles vilões dos velhos tempos: Tinha honra e seguia à risca a filosofia de "prego batido, assunto encerrado".
A porta de saída batendo era uma cena cada vez mais frequente em sua vida. Pessoas surgiam, faziam parte de momentos inesquecíveis, encenavam histórias maravilhosas até que, sem que menos se esperasse, a via de sentido único passava a ser mão dupla e qualquer um, inclusive ele mesmo, terminava dirijindo-se para outro lado e a distância se encarregava de apagar do alcance da vista alguém com quem até pouco tempo dividia, na simplicidade dos seus atos, a felicidade.
As pessoas comentavam, criticavam, faziam piadas, mas ninguém jamais soube o motivo de tantos corações partidos. Ele gostava de colecionar coisas que, na maioria das vezes, nem sabia que tinha e todo mundo dizia que amor era uma delas. Mas como seria capaz de guardar externamente um sentimento que já não possuía nem dentro de si mesmo? Recebia flores mas não conseguia entregá-las pois havia dado todas as sementes e terra fértil para alguém que colecionava jardins, todo amor que tinha estava deixado como vinho preso dentro de uma garrafa numa adega.
Durante toda a sua vida havia se perdido várias vezes. No caminho da escola, se perdeu ao falar demais, ao ficar calado, se perdeu no tempo e no espaço quando menos podia errar, mas o pior de tudo: havia se perdido de si mesmo. Quando criança aprendeu com sua mãe que a coisa mais sábia a fazer quando se está perdido é ficar parado em um lugar só até ser encontrado. Hoje ele continua no exato ponto em que sua vida parou quando teve que dizer adeus apesar de querer ficar mas sabe que qualquer pessoa vai se perder de tanto procurá-lo, embora nem saiba ao certo até que ponto vale à pena encontrar alguém que se distanciou de si mesmo.
[a quem espera pelo que nunca vai chegar...]