
São 2:30 da manhã, minha festa acabou.
Depois de me enganar a noite toda a ficha cai seca e rasga o silêncio em minha mente: Estou só.
Entro em casa. Você me faz falta, a noite está absurdamente escura mas não o suficiente pra esconder essa certeza estampada no vazio do meu lado. Meu sorriso tão espontâneo durante toda a noite agora dá lugar a um pálido amarelo que incorporo involuntariamente a cada noite que encerro sem te ter.
Minha festa chega ao fim e me abandona sempre nessa rua sem saída, esperando uma carona de alguém que corre a 200 km/h na direção contrária. Ela insiste em terminar (quase) todos os dias no único lugar onde eu não te encontro: meu quarto.
Olhando para o teto, tendo o breu como véu, penso:
- O amor é uma corrida onde só existe um campeão. Caso houvesse 2º lugar você estaria pra sempre gravada na prata de uma medalha. Não ostentaria no pescoço por orgulho pois toda vez que penso em quem ganha nessa história lembro de quantas vezes perdi.
Minha noite se encerra e me leva consigo para o local onde o esquecimento sana (por ora) o mal de não te ter.
Que bons sonhos embalem meus pensamentos e anjos velem pelo sono de quem tem o que quer mas não o que precisa.
[a quem deixa todas as noites acabarem com o mesmo pensamento em mente]
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