sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O ano começou como se fosse ontem e, antes que chegasse o dia seguinte, já estamos no fim. 
Fiz novas amizades, perdi (por assim dizer) amigos que na verdade eu nunca tive. Sorri um bocado apesar de não ter sido sincero em alguns casos. Chorei por tudo que valeu a pena. Troquei 6 por meia dúzia e meu reino por um cavalo. Confiei em mentiras mal contadas e disse verdades que ninguém acreditou. Errei novamente em um mesmo erro que me acompanhou durante anos. Fiz e refiz várias vezes minhas concepções de mundo e, na maioria delas, não precisei desfazer as convicções (independente de serem certas ou erradas) que construi.
Às vezes estive errado, às vezes estive certo, apesar de ter sempre agido como se fosse dono da razão. Continuo sem saber olhar tão adiante e levo minha vida no piloto automático pelo trajeto superficial de uma viagem que eu não sei pra onde está me guiando.
Neste ano eu senti raiva, medo, dor, alegria, um pouco de esperança, decepção e hoje já posso dizer que sei quando é (e quando não é) amor, mas se eu tivesse de descrever pra você um balanço de tudo que se passa no meu peito, a palavra que sairia da minha boca seria saudade, apesar de que ela não é suficiente assim como nenhuma jamais seria...
Neste ano eu percebi que na maioria dos meus momentos eu estive só, embora cercado por uma multidão, talvez esta seja uma escolha minha ou mesmo um mecanismo de defesa.
Já não sou mais tão amigo, tão simpático, tão confiante. Conheci pessoas boas e pessoas medíocres, estive na companhia de quem não merecia e vi partir alguns que terão pra sempre minha reverência. Não consigo acreditar em mais nenhuma dessas histórias que as pessoas contam para tornar a vida mais suportável, não tenho planos nem sonhos, minha vida se resume ao que eu fiz hj e à hora de dormir (mesmo sabendo que o sono nunca chega).
Ensinei um monte de coisas e aprendi muito mais. Tentei trazer alguém pra perto de mim, mas continuo o mesmo que sempre desiste muito fácil. Tentei ser bom no que faço e sempre oferecer meu melhor pra os outros e, como sempre, fui mal interpretado por aqueles que acham que me conhecem.
Não espero que 2012 seja tão diferente do que este ano foi. Não peço que seja melhor nem mais leve, só espero conseguir suportar as lições que ando aprendendo e passá-las adiante de uma forma bem mais gentil da que o mundo está se encarregando de me ensinar.
No mais, desejo o bem à maioria dos meus amigos e que pra eles os dias sejam vividos com esperança e à cores, diferente deste universo preto e branco que surge todas as vezes que penso em minha vida.
É assim que me despeço, com o peito apertado, saudade escapando pelo ladrão e ainda sem sono.

Nenhum comentário:

Postar um comentário